não precisarei desculpar
teus lábios ... fechados
tremendo de frio
partida, tu , minha boca
meu sangue em teu girando
tu cinzenta
pálida
o mundo contando os dias ...
esperando que aprendas a gatinhar
os vermelhos
os brancos
os sujos
os limpos e os usados
crucificando ... a mim a ti ...aqui talvez ali
a profecia
o pergaminho
dobrado
a tocha
a minha mão
queimo?
talvez o inferno mesmo no caminho
o rato
a mosca
apenas álibi procurando
esperando
esperando apenas a missa de domingo
a normalidade
anormal
esperando
que apenas
aprendamos a rastejar
antes que eu caminha em direcção ao adeus ...
setembro 06, 2009
agosto 25, 2009
life without parachutes
nao (te)me) quero
homem num fio
comboio desconhecido

e quando a vida
nos apresenta um final
onde reticencias surgem
onde nem um beijo da menina tímida
se torna real ...
quando o dia
se evapora
sombra se enamora
de um negro guerreiro
sem espada
sem brasão
sem alma nem coração
uma desconhecida num comboio
nos mostra que afinal
mundo confuso
mentiroso
obtuso
existe esperança
em azuis olhos
que por de traz
de escolhos
se escondem
esconderam
esconderão
pois vela sem pavio
ardera por um fio
ate que o calor seja frio
e um arrepio me mate afinal
obrigado desconhecida
sinceramente obrigado... beijo e ate um comboio... no final
julho 28, 2009

hoje vi uma foto em movimento
como um sonho dormente
como uma imagem pouco transparente
como um rio em ténue corrente
vi minha mãe comigo em seu ventre
sem saber que morte carregava
porque alguns
nascem para realmente morrer ....
como se o vale da morte me abraça-se
abandono me trespassa
desprezo me asfixia
o teu amor me dilacera
negação da verdade
morte traída da única madre
como se mascara de teu ser se apoderara
e o mínimo calor tapara
de mim nem sombra ...
apenas triste e lenta negação
como quem vê e se quer cego
como um caixão e um prego
como vida a flutuar tentando encontrar o que vive a negar
cansaço que vence o velho cavaleiro
sem armadura de espada partida teima em lutar
ate que a morte o tende desvirtuar
morte veneno de sua amada .... não espada
porque essa bradava apenas para a alcançar...
julho 02, 2009
"Há dias em que me recuso a sentir, a viver...
e passo meramente a existir.
Há dias em que me limito a pensar, a racionalizar...
e faço por extinguir o medo que surge por te amar.
Aniquilando-o pela raiz.
E reconheço-me no meio daqueles, que por qualquer sua razão e
"que de limitada visão...
não tiram os olhos do chão...
nem movem o pensamento para o coração..." "
dias de solidão
aniquilam aquilo que surgiu do chão
pó se torna
levado pelo vento ... perde razão
e nem réstia
nem visão
tudo se perde
vivido em vão
nem lamento
apenas triste ardente
dormente solidão
e passo meramente a existir.
Há dias em que me limito a pensar, a racionalizar...
e faço por extinguir o medo que surge por te amar.
Aniquilando-o pela raiz.
E reconheço-me no meio daqueles, que por qualquer sua razão e
"que de limitada visão...
não tiram os olhos do chão...
nem movem o pensamento para o coração..." "
dias de solidão
aniquilam aquilo que surgiu do chão
pó se torna
levado pelo vento ... perde razão
e nem réstia
nem visão
tudo se perde
vivido em vão
nem lamento
apenas triste ardente
dormente solidão
distorcido

distorcido ...
desde o inicio
distorcido ...
não irei voltar
qual forma normal
sigo na paranormalidade do anormal
não me viro para traz
não retiro o que digo
não devolvo o que retiro
simplesmente sinto
sinceramente digo
presencialmente aqui ...
tudo o que preciso teu coração
mas apenas dedos não me guiam
distorção dessincronizada melodia não produz
por mais que grite sozinho não canto
lentamente sofrimento da cola me retira
adeus á vida sem encanto
quando toque não era preciso ... cantava num olhar
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