setembro 12, 2008

noite/dia/ciclo


quando a noite se fecha
meu pensamento não encerra ...
vagueia ate o acordar do dia ...

quando a manha aparece
meu pensamento não abre nem rejuvenesce ...
meu coração se fecha e endurece ...

meu mundo em pedra se transparece...
minha voz sem gelo não se fala ...
e em gelo que não estala,
meu sangue adormece ...

minha vida não se transforma
e no oceano se entorna...
sem esperada ausência de tal dormência
de que meu pensamento não desperta ...
sem sentir de sentimento
de que o momento nem o sol aqueça...
e em mim já mais transpareça
anseio demência ou mistério da surpresa ...
sem que em mim a mente obedeça
ao ritmo em que o som o silencio tropeça ...

por fim mas sem fim ...
nem da vista me serve naquele lento respirar
que faz com que o desejo a minha vida queira acabar ...

e por fim mas sem o fim terminar...
volto a adormecer e como feitiço
da loucura ou praga da demência
minha noite interminável
e meu dia sombrio retomam seu ciclo inquebrável ...




aviso a navegação: não espelha o estado de espírito do seu criador

setembro 11, 2008

mente,demente

sinceramente...
há universos que não entendo...
há universos que não quero entender...
há universos que da tantos versos
apenas a sua simples e estúpida existência quero esquecer...

concretamente...
há antros estranhos em que minha mente não se sente...
minha inteligência não alcança
e meu ser se espanta com tanta podridão
de antros que mais que negros ...
são mais que a estúpida e vaga negridão ...

precisamente...
há pessoas que de estranhas que sao...
ate as suas propias entranhas...
se sentem mais que sujas...
e de psicológicas que são...
nem o pó do chão as livrarão da simples e triste solidão...

especificamente...
há pessoas em lagos negros...
há pessoas em multidão...
que tão vaga como o grão...
nem a areia quer ser comparada a si, então ...

cirugicamente...
demente muito tem ...
se a propia mente...
nao me mente mas me remete ao coração...
perco a razão...
e mais uma vez,
mais do que lenta
inexistente é a compreensão ...
de que de sermão...
nem as estrelas se livrarão ...

e por fim mas sem fim ...

tristemente...
olhar para o negro vento
que paira ao relento...
de tal pensamento...
sem encontrar rumo entre mais que a razão ...
aquele que em ser forma o coração ...


pensa nisto como um sermão ...
porque a ti já não consigo chamar-me a mim ...
...razão...



talvez um pouco confuso...
talvez ou mais do que isso criei-o assim...porque a vida por vezes é assim ...

não dedicado a mim, mas a uma mais do que grande, enorme amiga...

(sinceramente não encontrei foto para este post)

julho 11, 2008

flutua


flutua ....
que a onda que meu pensamento provoca no vento que me rodeia te flutue
te traga ate mim

foge...
perde-te no espaço e no tempo
perde-te em mim ...

que queiras e não te despeças
que te entregues não fujas
e em nos concluas
que se o amanha mudar
la bem juntos estaremos

estar...

amar...

sentir e mais que desejar

voltar a amar...

sem que fujas negues e em mim flutues
te abraçar

te largar ...
prender ...
e te voltar a amar...

como se o tempo não vá acabar...
porque o tempo ... não se perder
quando amar é mais que gostar
e amar faz sofrer para que contigo possa viver ...

e morra em teus braços, te amar ...






uma resposta a um texto enviado, sem reflectir o coração ou o pensamento
apenas escrita como uma resposta a um texto, uma pequena brincadeira

mais uma vez foto de maonda tal como a anterior, desde já o meu agradecimento pela permissão para utilização das mesmas .
ha coisas por que vale a pena lutar, crescer e ate mesmo viver
ha coisas por que vale a pena adiarmos cancelarmos e ate esquecermos os nosso sonhos
ha coisas por que vale a pena mudar, nos mudarmos e ate mesmo virar rodar abanar e mudar o mundo
ha coisas por que vale a pena fazer tudo, e ate mesmo tudo para que se concretizem
e percebamos se seremos felizes com elas ou nao

acontece que essas coisas nao sao coisas, mas pessoas
que gostamos adoramos respeitamos e ate mesmo amamos ...
e por elas tudo o que façamos será sempre pouco, pois o mundo nos dao em troca

ha coisas por que vale a pena ...sofrer viver e por fim amar ...







não justifico não explico nem mesmo dedico, a mensagem será entendida, sobre intendida subentendida, mas compreendida ...

maio 19, 2008

caminhando por esta cidade


caminhando por esta cidade
iluminada pela luz de um sol
que se funde e desaparece
por entre clérigos, ruelas,
rostos mais que fachadas...
desapareço escondo-me e renasço
penso, sonho, durmo e repenso...
num futuro não distante
mas talvez
errante
por entre caminhos de negrura
mas que com a tua ternura
exijo vencer

penso, sonho, não durmo e repenso
no tempo que me segue,
na voz
da loucura
que me persegue
e na tua voz
que me segreda
mais ao coração
que ao ouvido
que consigo mover o sol
e desafiar a razão
de que sem imaginação
me empurra para este chão...

por fim...

não me deixas ficar em solidão...
levantas-me,
ergues-me
e mostras-me a visão
de que a minha imaginação
só distancia da realidade
através da minha acção...

olho então
em sentido contrario ao do chão
e aponto ao céu
que me deu
a razão de tal determinação...
vontade de não viver sem aqui perto te ter...


um texto que começou como uma sms, diga-se uma muito
longa sms (6 sms's para ser preciso) e que é dedicado a que a recebeu...

incrivelmente foi escrito enquanto caminhava na baixa da melhor cidade de mundo, é claro, o porto

há... ia-me esquecendo, enquanto escrevia este texto havia uma musica que não me saia da cabeça: execute the sound by P.O.D.

edit: imagem adicionada posteriormente

maio 18, 2008

Por vezes



por vezes

por vezes
gostava que tudo não passasse de uma simples ilusão
onde encalhei o meu coração
gostava que tudo dependesse de mim ...
como a minha vontade não tem fim ...
tudo seria simples e complexo
apenas para que o espelho, deste mundo, convexo
não mostrasse o desprezo
que sinto
por seres de que este mundo esta obeso

por vezes pergunto qual a sensação
de ser surpreso
por infames momentos a que me habituei
e a humanos que desprezo

por vezes apenas desejo
ser um animal
para escapar a esta destruição sem igual
em que a vida racional
me levou e me afundou
nesta alienação mental
de proporção descomunal
e tristeza sem igual ...

por vezes apenas gostava de ....
simplesmente não ser ...

Farto


farto

estou farto
não aguento mais
esta vida de equações
com indeterminadas variáveis instáveis
sim sentido nem resolução alcançáveis

estou farto deste mundo em que tudo
parecem pregadas partidas infindáveis
ou nada mais que encruzilhadas incontáveis

nada mais encontro
a não ser o desencontro
entre mim
e este mundo sem fim ...

nada mais entendo
a não ser a razão
porque não me rendo
a este compêndio
de ilusões
obstruções
lendas
tragédias
contendas
e corações

nada mais percebo
nem descubro a hora em que erro
e assim continuo este desespero
durante este tempo efémero
de alma vendida
e coração entregue




ps: ... percebes-me agora ...

abril 20, 2008

caminho sosinho


eu caminho sozinho ...
detendo apenas memorias...
de um distante ontem ...
pensando se alguém saberá...
onde perdi a minha alma ...
bem longe no meu passado...

sozinho continuo ...
pensando se apenas serei eu grande demais ...
ou o ser pequeno a mais para me perceber ...
pensando se devo lembrar
ou apenas
deixar o mundo ...
e me esquecer ...

sozinho me me imponho
estado de solidão ...
esta ausência de próprio perdão....
mas sem deixar
nem conseguir voltar
para aquele lugar...
onde um dia a vida me disse
que era apenas uma grande ilusão ...

eu preciso de correr
correr para bem longe ...
tentar viver a minha vida ...
por mim mesmo...
aprendendo a ganhar e perder...
sem nunca me deixar
por fim
vencer...

e aqui estou eu sentado
apenas e sozinho...
tentado a viver
tentado esquecer aquilo
aqueles quem em casa deixei...

sigo esta tentação ...
e so assim ...
encontro o meu caminho para longe ...

da morte que me impõe esta solidão ...





para a menina amarela ....

abril 18, 2008

aqui


lentamente a minha mente escapa
na direcção do prazer...
prazer que leva a minha realidade
para a irrealidade do negro fundo da minha alma...
la permanece ate que sozinha reaparece
na negra luz do dia ...

aqui o tempo tende para infinito...
aqui tudo para e tudo move...
tudo é estável, tudo explode...
aqui a previsibilidade é imprevisível...
e o fim inatingível ...

aqui tudo é branco e preto...
aqui as cores são "monosonicas" e os sons monocromáticos ...

aqui o certo e o incerto se fundem,
se confundem, transcendem e descendem...
do movimento estático dos devaneios,
pensamentos, paradoxos e conceitos...
da trivialidade não existente
em tal estado de alma,
escuridão absoluta...

aqui a certeza é solida e única...
a única certeza é a incerteza
de que sei quem não sou...

aqui apenas eu movo, faço e desfaço...
aqui eu vou ficar por longos tempos...
aqui simplesmente retiro a realidade
e faço a pausa do tempo que não pára...
aqui a vida se separa...
a irrealidade reina...
o obsceno prospera...
aqui os limites desaparecem e as constantes desvanecem

aqui estou eu...
bem no interior de mim
constantemente cheio de vazio...
negro e sombrio...
onde me crio e recrio...
me escondo e refugio...
onde renasço para a realidade deste triste e interminável dia ...




dia produtivo o de hoje... continuei algumas frases e criei textos novos... isto depois de alguns dias de confusão mental que nada gerou a não ser um emaranhado de ideias estúpidas e parvas...

se tudo fosse fácil não tinha sobre o que escrever...

e assim me despeço com mais dois posts e com uma frase que não me saio da cabeça esta semana: echoes, silence, patience and grace (titulo de novo album dos foo fighters)

fui-me ate um dia destes....

revolta


posso ser a corrente dominante...
morrer e renascer...
na irreverente torrente
do meu ser ...

morro e vivo enquanto sobrevives...
destro-te sem veres...
faço-te reviver sem teres...
o simples prazer de morreres...

disseste que era a parte morta da geração...
mas aqui me vez odiando e sem coração...
maquina sem memorias...
apenas com mil historias...
de momentos mórbidos
e instantes dor inglória
sem receios nem medos apenas ódio
e poucos segredos...

como incrédulo vez ...
aqui estou...
respirando forte demais para quem ainda a dias desapareceu ...
morreu reinventou e renasceu...
neste espelho me vez e não te revês...
apenas saberás ...
que aqui acabares...
e no meu mundo não mais reinaras ...

aqui é o começo do teu fim e o principio do meu inicio